quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Branding nas redes sociais


As redes sociais são a velha Ágora (a antiga praça pública dos gregos), onde tudo é dito, onde todos se encontram e onde tudo reverbera. Quem não está em alguma rede social está virtualmente morto ou pior, não existe na web. A presença de alguém na rede resulta em exposição, e estando exposto, assistimos in loco a construção da marca pessoal. Sua persona pública torna-se mais ou menos influente na sua rede. Da mesma forma, nos últimos anos, temos visto a mesma preocupação das marcas em relação às redes sociais. Estar ou não estar nas redes sociais, eis a questão!


A resposta é simples e direta, qualquer marca que se preze precisa estar na rede, hoje e sempre, afinal como diz o ditado popular: Quem não é visto não é lembrado. Sempre foi assim desde a época do outdoor e anúncios no horário nobre. O branding (a construção da marca) segue linhas bem próximas à psicologia e da antropologia. Visto que entender o que o consumidor quer é o primeiro passo para se criar a demanda. E as redes sociais atualmente agregam esses dois fatores ao mesmo tempo. Afinal Redes Sociais é só uma nomenclatura para um algoritmo simples:

Personalidade + expressão + presença = persona pública + trocas + interações

Tudo isso junto e conjugado resulta num cenário claro do que está acontecendo com as pessoas, suas tendências e comportamentos. Elementos fundamentais para apresentação e construção de uma marca.

Fazer branding via redes sociais (SMN- Social Marketing Network) é a aplicação sistemática desses mecanismos sociais para aplicação de campanhas direcionadas ao seu público alvo. O que a dez anos era mais difícil fazer na web justamente por que esta não era social-interativa, atualmente é “facílimo”, por conta do advento e crescimento exponencial do Facebook. Somente agora, após 15 anos de e-commerce e e-Brading é possível criar campanhas direcionadas ao público alvo que se está buscando de forma precisa.

Antes isso não era possível simplesmente por que a rede não era devidamente segmentada e a web era espalhada. Com o Facebook, esse caos foi minimizado. Nem mesmo durante o tempo que o Orkut reinou sozinho no Brasil, era possível fazer branding de forma efetiva. Primeiro por que não havia meios de se criar métricas e relatórios (investir no Orkut era o mesmo que colocar dinheiro em um buraco negro) e pior: a segmentação era um caos, pois a quantidade de perfis falsos distorcia qualquer resultado segmentado por região, país, sexo, cor, idade. Quanto mais segmentadas fossem as campanhas, piores seriam os resultados.

Com a hegemonia do Facebook em quase todos os cantos do planeta, campanhas de branding para grandes marcas tornaram-se mais que necessárias. E a reboque disso, os custos de investimento nas mídias sociais mais que triplicou nos últimos meses. Já rola uma inflação nos custos de compras de CPC dentro do Facebook. No Adwords do Google ainda encontramos um cenário aquecido, mas a tendência é de queda. De acordo com Juniper Research, a cada US$10 investido na Web US$9,00 vão para o Facebook.Os outros US$1,00 são espalhados em outras mídias,incluindo a rede de marketing do Google.

Os elementos principais na construção de uma marca são: pessoas, psicologia social  e antropologia do consumo- e tudo isso se encontra em abundância nas redes sociais.


Por Leandro França de Mello
Administrador de empresas, Analista de TI, consultor de SEO e WebMarketing

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