quarta-feira, 1 de maio de 2013

QR codes se popularizam e hoje fazem parte do cotidiano de pessoas ao redor do mundo


Criados em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave com o objetivo de catalogar peças de veículos, as imagens nunca foram tão populares




Você pode até não ter percebido, mas eles estão por todos os lados. Criados em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave com o objetivo de catalogar peças de veículos, oscódigos QR – QR Codes, em inglês – nunca foram tão populares. A chegada à maioridade – lá se vão 19 anos desde o seu nascimento – trouxe inovadoras possibilidades para o sistema, espécie de código de barras em duas dimensões, que pode ser lido por câmeras de computadores e smartphones.

Nos últimos anos, o código QR ganhou as mais variadas aplicações, inclusive no Brasil: da publicidade aos carnês de pagamentos de impostos, do rastreamento de produtos agropecuários aos serviços de informações turísticas. O uso mais conhecido faz uma espécie de link entre o mundo real e o virtual – com a leitura de um código impresso em jornais ou revistas, por exemplo, o usuário é remetido a um link na internet. Segundo especialistas, as possibilidades para esse método, nascido de forma quase despretensiosa, são imensas:

– Serve para praticamente tudo, mas ficou bem popular porque nos smartphones se usam aplicativos capazes de fazer a leitura – comenta Raul Weber, professor de arquitetura de computadores e segurança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Supermercados virtuais e turismo
Há pouco, começaram a surgir na Europa e na Ásia espécies de supermercados virtuais. Nas fotos das imensas prateleiras, dispostas em estações de metrô e outros locais de grande afluxo de pessoas, todos os produtos contam com
QR Codes. Para comprar, só é preciso apontar a câmera do smartphone e fazer o pagamento no cartão de crédito ou por débito em conta.As compras são entregues em casa. Essa, acredite, é só uma das quase infinitas aplicações.
No Brasil, governos estaduais e municipais começaram a usar o código QR em substituição aos códigos de barras. No Rio de Janeiro, as tradicionais calçadas portuguesas – mosaicos de pequenas pedras – ganharam 30 pontos com QR Codes desenhados.Ao captar a imagem desenhada nas pedras, os turistas podem obter informações sobre os locais. O mesmo ocorre em Curitiba, onde uma calçada da Boca Maldita, no centro da cidade,também abriga um QR.
No Rio Grande do Sul, o pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos Daniel Lopes faz experimentos educacionais com base em QRs.Após fotografarem locais que considerem interessantes, estudantes
contam suas experiências ou percepções no blog escolaaumentada.tumblr.com.
– Nós usamos QR Code para provocar o que chamamos de uma curadoria aberta dos espaços públicos – compara Lopes.


História
Um código QR é como um código de barras, um tipo de imagem bidimensional legível por scanner, que pode ser uma simples câmera de smartphone associado a um aplicativo especial de leitura. Os quadradinhos pretos, organizados em um formato específico, podem ter variados tipos de informação, como um texto ou o endereço de uma página na web. QR, em inglês, significa Quick Response (resposta rápida).
1994 – O código QR é criado pela empresa japonesa Denso-Wave, inicialmente usado para catalogar estoques.
1999 – O padrão japonês, usado até hoje no mundo inteiro, é lançado em janeiro de 1999.
2003 – Começam a ser desenvolvidos aplicativos que ajudam usuários a adicionar dados a seus telefones celulares usando a câmera.
2004 – Os códigos QR passam a aparecer em revistas e propagandas, para registrar endereços e URLs.
2008 – No Brasil, anúncios e publicações começam a aparecer com o código QR de forma mais recorrente.
Em Zero Hora
Você já deve ter percebido o uso de QR Codes nas páginas de Zero Hora. Desde o início deste ano, os códigos são usados regularmente para direcionar os leitores a conteúdos que complementam as matérias de ZH impressa em zerohora.com. Vídeos, galerias de fotos, infográficos e outros conteúdos são acessados facilmente por meio da tecnologia.

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