quinta-feira, 18 de junho de 2015

Entendendo como o Google funciona


Hoje os usuários do Google realizam mais de 20 bilhões de buscas todos os dia no mundo. O número de sites indexados pelo buscador em mais de 15 anos de empresa já ultrapassou a casa dos trilhões. Com tantos números exorbitantes, como sua empresa pode se destacar? Como estar na primeira página do buscador em meio a tantos concorrentes?

Um dos primeiros passos para se ter sucesso é entender basicamente como funciona a lógica do Google em relação a indexação de sites. Antes mesmo de trabalhar com SEO (ou seja, otimizar um site para o buscador), é necessário descobrir como a ferramenta funciona e de que forma ela apresenta seus resultados de pesquisa.

As buscas são divididas entre 2 tipos de resultados:


1 – Resultados Pagos

São aqueles que aparecem na busca por meio de anúncios produzidos via Google AdWords e estão localizados acima e a direita dos resultados.  Eles são classificados, de maneira diferente da orgânica, através de lances de CPC (Custo Por Clique), índice de qualidade do anúncios e outros fatores. Para saber como criar anúncios efetivos você pode ler o nosso eBook sobre o tema.

2 – Resultados orgânicos (gratuitos)

São aqueles que o Google classifica de acordo com seu algorítmo de busca e enumera quais são os sites mais relevantes e adequados à sua busca. Aqui não há custo algum para o dono do site. Eles estão localizados ao centro, logo abaixo dos resultados pagos.


Exemplo de busca orgânica no campo em verde

Como o algorítmo do Google funciona

Vamos imaginar que você entrou em uma grande biblioteca a procura de um livro sobre “marketing digital”. Nesse local há milhares de assuntos, temas e os mais diversos autores estão à sua disposição. Nesse momento você segue os seguintes passos:

Limita o tema relacionado ao assunto
Observa o título, o subtítulo, a capa, o índice, o sumário e um pouco do conteúdo
Identifica as melhores obras e autores mais reconhecidos.
Lembra das indicações que já recebemos
Classifica os melhores de acordo com a relevância.
Escolhe um ou mais livros após essa seleção
No caso do Google, o objetivo é mesmo: escolher os links que definem bem o tema e classificar de acordo com a relevância. O que muda é processo de qualificação para escolher os resultados.

Conhecendo o sistema de busca

O Google possui um sistema de “crawlers” para descobrir as páginas públicas disponíveis. Basicamente ele vai entrando de link em link e só não rastreia as páginas que contenham o código “no-follow”, uma indicação de que, aquelas páginasnão devem encontradas.

O rastreador mais conhecido é chamado de “Googlebot”. Esses robôs vasculham as páginas lêem todo o conteúdo disponível ali, indo nos mais diversos endereços e trazendo dados sobre essas páginas para os servidores do Google.

Outra forma de o Google descobrir um conteúdo é com a própria empresa dona do site enviando a ele um sitemap, basicamente uma lista com as páginas do site.

Informações, buscas e indexação

O processo de rastreamento começa com uma lista de sites que passou por rastreamentos anteriores e sitemaps fornecidas pelos sites. Ao visitar esses endereços, os crawlers olham as ligações para outras páginas e visitam elas. O Google dá uma atenção especial à indexação de novos sites, alterações em sites existentes e links inativos, assim ele mantém a base de dados atualizada.

Os robôs determinam quais sites devem ser rastreados, com que frequência e quantas páginas para buscar em cada site. Não é possível pagar ao Google para seu site ser rastreado com mais frequência ou para ganhar vantagem nos resultados de pesquisa. O objetivo principal do buscador é identificar os melhores resultados possíveis para oferecer a melhor experiência ao usuário.

Quando o Google encontra uma página, faz uma espécie de cópia em seu servidor. Isso quer dizer que a página foi indexada, ou seja, está na lista do Google e pode aparecer como resultado de buscas se o Google assim desejar.

Indexação e a organização das informações

Depois que o Google insere todas essas páginas em sua biblioteca, entra a parte mais sofisticada da ferramenta, que é avaliar entre mais de 200 sinais diferentes, qual é aquele que vai atender melhor ao usuário.

Quando você faz uma pesquisa no Google, o algoritmo consegue processar em milésimos de segundos uma análise de diversos critérios procurando entender quais páginas do índice são as ideais para atender aos termos buscados (palavras-chave)..

O primeiro ponto mais evidente, portanto, é saber se há de fato correlação entre a página e o que usuário pesquisou. Com isso caímos no primeiro pilar: conteúdo

1º Pilar – Conteúdo

Dentro de uma página, há alguns “espaços nobres”. Assim como a capa de um livro diz muito sobre o assunto do livro, há elementos como o título de uma página, por exemplo, que são indicadores muito fortes da correlação com o assunto. Essas partes específicas de uma página que possuem maior peso na busca e merecem uma atenção especial. Trabalhá-las significa ter uma chance maior do Google considerar como bom resultado para uma busca desejada.

Título (Page Title) – É o elemento mais importante da página aos olhos do Google. É o texto que aparece na aba do navegador.
Cabeçalhos (Headings) – São marcações no código que indicam os subtítulos da página e suas hierarquias. As marcações vão do H1 (mais importante) ao H6.
Textos – É o conteúdo do site. O aparecimento da palavra chave e sinônimos ao longo do conteúdo é bastante relevante.
URL – É o endereço na web do link – Otimize sempre Ex: www.site.com/palavras-chave
Atributo Alt – É o texto que aparece caso a imagem não seja exibida e o que o Google usa para “entender” o que está na imagem.
Todos os tópicos acima são comparados com as palavras buscadas, procurando assim reconhecer alguma relação.

O Google também tenta olhar para outros itens, como o contexto em que a página é indicada. Por exemplo, um ecommerce que tem uma página que vende bolas se beneficia e ganha correlação quando um site de esportes que fala sobre diferentes modelos de bola coloca no artigo um link para a página,

2º Pilar – Autoridade do autor e experiência do usuário

É comum que o Google encontre diversas páginas com bons sinais que respondem à pergunta do usuário. Entra em cena então o segundo desafio: qual delas é a melhor?

O Google precisa entender o quanto cada página é relevante para poder ordená-las e o principal parâmetro para isso é o número de vezes que a página e o site como um todo são indicada por terceiros. Na Internet isso toma a forma de links recebidos, que funcionam quase que como votos. Quanto mais links e de sites com maior autoridade uma página tiver, maior a probabilidade dela alcançar as primeiras posições do Google.

Dentro do próprio site também dá para entender se sua empresa considera a página importante ou não. Se ela está a muitos cliques de distância da Home, por exemplo, o Google pode encarar como uma indicação de que talvez ela não seja tão relevante assim.

Há também outros itens que denotam que o usuário teve uma boa experiência: velocidade de carregamento da página, o fato de o visitante voltar ou não ao Google após entrar na página (se voltar é porque não encontrou o que procurava – experiência ruim).

Nenhum comentário:

Postar um comentário